domingo, 28 de abril de 2013

EU TE PERMITO

Eu te permito me olhar,
me ler, me falar,
me sentir, me abrir, me tocar.

Eu te permito me interpretar,
me folhear, me impedir,
me escandalizar, me inibir.

Eu te permito me expor,
te permito me levar ao mundo,
me despir, me infligir.

Eu te permito que me permitas,
eu te permito que me firas,
que me desfragmente,
que me aleije, que me discuta.

Eu te permito existir,
estar... E vir...
Eu te permito enfim,
Me amar... Cuidar de mim.





("EU TE PERMITO" é a contramão do poema "EU TE PROÍBO" de André Mello e foi feito tendo-o como inspiração)

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A MOÇA TRISTE

Tipo: Wall Pôster de 16x20 polegadas.

(figura escolhida para representar a moça triste do verso)


A moça triste de costas chora
Derrama uma lágrima sobre o seio e vai embora
Cabisbaixa, a perda de seu amor lamenta
É tanta tristeza que seu pobre peito não aguenta

E a vida segue castigando a moça triste
Sem amor na vida, contentamento não existe
E nada pode fazer a pobre menina
Sem amor na vida não há poesia, não há rima


quinta-feira, 18 de abril de 2013

DESEJO

Quero tua pele em minha pele
Quero tua boca em minha boca
Vamos satisfazer essa vontade louca

Rasgam-se as roupas
Perde-se a razão
Vamos incendiar essa paixão

E num amor voraz
Um escândalo se faz
É a natureza finalmente entrando em paz

sábado, 13 de abril de 2013

CAMINHO

Vem inexoravelmente e te desestabiliza
Encontra teu âmago e te paralisa
É tão voraz que te faz perder-se em si mesmo
E o caminho é triste e longo, é a esmo

Um caminho sem fim
Que pode trazer luz ou perdição
O grande ciclo da vida que enfim
Pode engrandecer ou destruir o coração

segunda-feira, 8 de abril de 2013

ESPERA

Meu verso, cansado
do dia a dia superar,
deseja um estar sossegado
para tranquilo descansar.

Mas a vida insiste em impedir.
Então, a solução é labutar.
Já que não há piedade, a nos redimir,
desgastamos ao sol o sangue a pulsar.

E o labor continua a exaurir o suor,
com prazeres a conta-gotas
sorrimos com nossas bocas rotas.

E com o viver tão amargo e pífio
resta apenas esperar
para, quem sabe, da morte surgir um alívio.


quarta-feira, 3 de abril de 2013

NOVO TEMPO

desfaça da vida a densa bruma
deixe raiar resplandecente o sol 

adquira a maciez da suave pluma
e a beleza e encanto do canto do rouxinol 

deixe a brisa leve percorrer seu corpo
e que leve todo o mal estar 

que renasça em ti tudo de bom 
que estiver morto 

e abra-se para a vida 
para uma nova graça alcançar