quinta-feira, 31 de julho de 2014

PORTO POENTE

Acendo uma cigarrilha num raio de sol,
a tarde me envolve e me abraça em sua brisa.
A fumaça leve se dissipa ao som da melodia do poente
e a alma terna e ardente.

A cigarrilha me beija e me esquenta junto ao sol que me toca.
O Igaraçu lava meus pés revigorando minha alma.
O tempo passa e o porto sempre aqui...
Porto Salgado de minha alma doce de Igaraçu.

A fumaça se esvai e o fogo se apaga,
o contato humano sempre se faz presente.
Tudo em volta é linda calma.

Porto das Barcas, porto de mim.
Porto do sol poente.
Aqui me refaço, Parnaíba se fez aqui.

terça-feira, 22 de julho de 2014

O QUE INTERESSA

É demais pra mim tudo o que me trazes.
Tanta força posta pra fora
e o que interessa continua guardado
dentro de gavetas empoeiradas de vontade.

O que interessa é a entrega de atitudes,
a entrega de palavras, de cantos cantados
ao pé do ouvido, de abraços abraçados cheios de ti,
cheios de entrega. A doação, sem medo, de si.

O que interessa é a entrega. E sem entrega
somos incompletude, “quebra-cabeças sem luz”,
“pedras em cada por enquanto”. Não quero a escuridão
de peças soltas, não quero pedras deslocadas de seus lugares.

Se há uma pedra no meio do caminho, é no meio do caminho
o lugar certo para a pedra estar. Que cada pedra seja posta
no lugar certo no tabuleiro da vida, que a minha permissão te
sirva de exemplo, que a minha entrega te sirva de tua entrega para mim.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

AINDA NÃO SOLTEI TUA MÃO

Uma pena deixar você ir.
Nos dávamos tão bem...
Entre brincadeiras, beijos,
abraços, risos e filmes

ficaram nossos encontros
cada vez mais distantes.
Desencontros diários,
afetações do humor.

Caminhos da dor que
percorremos juntos.
De algum modo ainda
não soltei tua mão.

E não me apraz ter que soltar.
De desencontros vamos vivendo
até que um encontro volte a nos juntar.
Mas ainda não soltei tua mão.

domingo, 13 de julho de 2014

VÃ EXCITAÇÃO

Não me fale destas noites.
Por favor, não me fale
daquelas noites tão sofridas.

Noites em que meu peito ardia
em angústia e eu me encontrava
mergulhado em desamparo.

Noites nas quais a excitação
se fazia uma fuga em vão
e só havia a ausência escura.

Noites de dor na alma...
Eu me perdia em desespero
e se esvaía minha calma.