terça-feira, 5 de agosto de 2014

COMUNHÃO

É tão difícil a despedida e enquanto me despeço
olho para o sol que mais cedo nos iluminou.
Sinto o mar que nos envolveu, o amar que nos banhou.
Ainda sinto o momento quente junto ao portão.

Minha pele ainda ferve do sol do teu calor.
Meu corpo quer nadar na excitação de teu mar.
Ainda estou no portão de tão bonito lugar,
passagem para a mais bela comunhão.

Me despeço mas ainda estou aqui, sou aqui.
Comungo eu de ti, comungas tu de mim.
Comunhão – coração – nós.

A mais bela opção de um insólito balão:
o andar compassado, as mãos dadas entrelaçadas,
a comunhão do caminho em cadência de carinho.

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