Quando a angústia vier,
a solidão corroer e a
dúvida se fizer
implacável,
lembra-te que és insólito
balão:
Sou insólito balão, vago
pela vida.
Lembra-te que são muitas
as possibilidades,
muitos os desdobramentos
das perigosas curvas
e que a cada curva é
possível se fazer bem estar.
Que a criação beija a
angústia, que covarde e sem amor
logo se esvai. Que a
solidão não existe quando dentro de si
não mora o vazio e que a
dúvida sucumbe à “água de beber”.
Lembra-te que a vida se
faz do caminho
e que a descoberta de
cada instante só se dá no caminhar.
Insólitos balões, vagam,
passeiam, caminham pela vida.
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